Long-term, locally-based biodiversity monitoring programs are essential for understanding and mitigating the effects of global change on tropical biodiversity while providing capacity-building, environmental education, and public outreach.”

Sekercioglu 2011, Biological Conservation

O monitoramento de longo prazo é o estudo padronizado e constante de uma mesma área por um longo período de tempo. Longo tipo 10, 20 ou mais anos. Esse tipo de estudo é difícil de ser implementado por questões logísticas, como manter uma equipe interessada e capacitada trabalhando em um mesmo projeto por tanto tempo, e por questões financeiras, como apoio de financiadores e editais duradouros. Como o monitoramento longo prazo é uma estudo de visão futura, em que os maiores resultados não aparecem em 1 ou 2 anos, acaba sendo uma forma de estudo pouco valorizada e visada para financiamento.

No entanto, como muito bem sintetizado e comunicado pelo pesquisador Dr. Cagan Sekercioglu, da Universidade de Utah nos Estados Unidos, “programas de monitoramento de longo prazo da biodiversidade local são essenciais para entendermos e mitigarmos os efeitos das mudanças globais na biodiversidade tropical, enquanto ainda promovem capacitação profissional, educação ambientão e divulgação científica” (tradução livre de trecho do artigo “Promoting community-based bird monitoring in the tropics: Conservation, research, environmental education, capacity-building, and local incomes”, publicado em 2011 na revista científica Biological Conservation).

É através do monitoramento de longo prazo que podemos identificar e tentar entender as variações inesperadas no ambiente e nas populações das variadas espécies. No OAMa o monitoramento é nossa atividade primordial, sendo parte de nossos planejamentos desde a concepção desta organização. Nosso monitoramento é feito com base em estações de anilhamento de aves. No momento trabalhamos com duas estações na Serra da Mantiqueira em que a coleta de dados e feita mensalmente. As estações de anilhamento são fixas em um mesmo local, e a cada mês usamos redes de neblinas armadas nos mesmos pontos e no mesmo horário para capturar as aves passivamente. Cada ave é identificada, anilhada (colocamos um anel de alumínio em sua pata, como uma tornozeleira), avaliada, medida, fotografada e liberada de volta para o ambiente. Para saber mais sobre nossos métodos e dados coletados, entre em contato com a gente aqui.